quarta-feira, 23 de junho de 2010

O happy hour do PP foi um evento cheio de alegria e brincadeiras. O Deputado Waldir Maranhão prestigiou toda organização de um evento cuidadosamente elaborado pela Direção Municipal do partido, integrando os distritos do PP de São Luís com  a comunidade. Ao som dos tambores do Boi Orgulho de Santa Clara, Hamilton Ferreira, Presidente do Partido Progressista-PP, elogiou a festa e fez a apresentação do Pré-candidato Pastor Bel ao senado pelo Maranhao, que deixou também o seu recado.
As apresentações do Cacuriá da Fafá, da Fé em Deus, e a Dança Portuguesa da Vila Operária foram marcantes. Confira!

Assessoria de Comunicação PP SLZ








sábado, 12 de junho de 2010

Deputado petista inicia greve de fome no plenário da Câmara

NANCY DUTRA


DE BRASÍLIA


Quando o PT anunciou, na tarde de hoje, o apoio do partido à reeleição de Roseana Sarney (PMDB) ao governo do Maranhão, o deputado Domingos Dutra (PT-MA) decidiu protestar --começou uma greve de fome no plenário da Câmara dos Deputados.

"Essa decisão oficializa o estupro da política interna do partido. Jogaram na lata de lixo as regras pelas quais lutamos há 30 anos", disse Dutra. "O PT tem de jogar fora seu código de ética. Entregar o partido para quadrilha não é ter ética."

O deputado, 54, passou a noite de quinta para sexta no plenário, em vigília pela reunião da cúpula petista que definiria se o partido revogaria decisão do diretório maranhense de apoiar a candidatura do deputado Flávio Dino (PC do B), adversário político da família Sarney, ao governo estadual.

"Sarney se sente ameaçado e quer destroçar as novas lideranças, como Dino", afirmou, referindo-se ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Até o fim da greve de fome, "sem data para terminar", Dutra quer beber apenas água de coco. Tem usado um sobretudo por cima do terno para enfrentar o frio do gelado plenário da Câmara. Um colchonete serve de cama.

Lê enquanto aguarda as sessões da próxima semana, quando ocupará a tribuna para denunciar o caso. Entre as obras escolhidas, "O Camaleão" e "A Oligarquia da Serpente", sobre a atuação política dos Sarney. Também há livros de Gandhi, Chico Xavier e Graciliano Ramos --deste, escolheu "Insônia".

A atitude do PT fez Dutra desistir de se candidatar na eleição deste ano. "Minha história é incompatível com a de Sarney." Ainda não sabe se deixará o partido, mas poupa, por enquanto, o presidente Lula de críticas. O alvo das reclamações é o PMDB. "Já temos o vencedor antecipado desta eleição."

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Ala majoritária do PT aprova aliança formal do PT a Roseana Sarney

A corrente petista CNB (Construindo um Novo Brasil), antigo "Campo Majoritário", aprovou nesta quinta-feira por unanimidade o apoio formal do partido, no Maranhão, à candidatura da peemedebista Roseana Sarney.
A decisão final será tomada em reunião amanhã do diretório nacional do PT, em Brasília, mas como o CNB possui a maioria dos votos no diretório, o PT maranhense só não irá para a chapa de Roseana caso a ala mude de ideia ou aceite uma negociação com outras correntes petistas.
O PT no Estado está rachado, sendo que em encontro anterior já havia aprovado por estreita margem o apoio à candidatura de Flavio Dino (PC do B). Aliado de Sarney no plano nacional, o presidente Lula pressionou, entretanto, para que os petistas engrossem a chapa de Roseana, o que deixará a candidatura de Dino com espaço quase de "nanico" na propaganda televisiva.
Caso o diretório nacional aprove a coligação formal com Roseana e o PT do Maranhão não cumpra, haverá intervenção. O deputado federal Domingos Dutra (PT-MA), adversário declarado da família Sarney, afirmou que passará a madrugada de hoje no plenário da Câmara, em protesto.


Por: RANIER BRAGON   - (Folha.com/Folha On Line 11/06/2010)

terça-feira, 1 de junho de 2010

PP Ratifica apoio a Roseana e terá candidato ao Senado

PP do Maranhão terá Candidato ao Senado em 2010




A Executiva Estadual do PP (Partido Progressista) esteve reunida hoje pela manhã, em um café da manhã, no hotel Abbeville, para reforçar estratégias de alianças para as eleições de outubro deste ano.
O evento foi coordenado pelo presidente da legenda no Maranhão, deputado federal Waldir Maranhão, que reafirmou o compromisso do PP em apoiar a pré-candidatura à reeleição da governadora Roseana Sarney (PMDB), além de participar de uma ampla composição partidária, que apoiam a aliança entre PMDB/PT no estado.
Na oportunidade, o deputado Waldir Maranhão lançou a pré-candidatura ao Senado do pastor da Igreja Assembleia de Deus, Herberth Valdo Silva Costa, mais conhecido por Pastor Bel. Para o parlamentar, o PP no estado atravessa um bom momento e que isso terá reflexos consideráveis nas eleições deste ano.
“O PP, a partir de 2008, quando nós fizemos construir uma proposta para São Luís, na condição de candidato a prefeito, demonstramos que o partido tem um posicionamento político forte e que tem um projeto político de estado e que isso passa pela participação do certame eleitoral. O ganho eleitoral, de 2008 pra cá é algo imensurável para a legenda, que tem criado as condições necessárias e desperta no conjunto da sociedade a sua existência”, destacou Waldir Maranhão.

Por Mario Carvalho - Em 29/05/2010

Mercadante, o irrevogável, é um dos mais influentes do Congresso

Piada de salão

aloizio_mercadante_131O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar, o DIAP, divulgou na última semana a lista dos cem parlamentares mais influentes do Congresso Nacional. Entre os “Cabeças” do parlamento há 69 deputados e 31 senadores, sendo que o PT lidera a lista com 22 nomes, seguido do PMDB, com 17, e do PSDB, com 14.

Longe de querer questionar a seriedade da pesquisa, é preciso compreender quais quesitos o DIAP leva em conta para escolher os cem parlamentares mais influentes do Congresso. Na lista aparece o nome do senador Aloizio Mercadante, candidato do PT ao governo paulista.

A inclusão do nome do senador petista no referido grupo é no mínimo estranha, pois, além de pouco ter feito por São Paulo nos últimos sete anos e meio, Mercadante, cuja influência é duvidosa, é um dos políticos mais influenciáveis. Para quem não se recorda, Aloizio Mercadante protagonizou uma cena teatral no plenário do Senado para comunicar a sua saída em caráter irrevogável da liderança do PT.

Depois de uma nada diplomática carraspana do presidente Lula da Silva, o acuado Mercadante voltou à tribuna para revogar a irrevogabilidade. Enfim, se o DIAP não sabe o significado de pau mandado, que se contente com essa lista bisonha de influentes.

Por Ucho.info: a marca da notícia - de 31.05.2010

Intolerâncias e Golpes de Estado

(*) Roberto Romano da Silva -

Em excelente programa televisivo sobre o Sexto Fórum Político da Unimed/Porto Alegre foi discutido por mim, Fernando Gabeira e outros convidados o tema de nossa forma estatal, incluindo os gritos de guerra que sobem dos vários partidos. Indiquei na ocasião a gravidade que reside nas mútuas acusações de golpe, vindas da esquerda e direita. Em data recente um general falou à Folha de São Paulo defendendo o regime ditatorial e apontando o viés autoritário das forças esquerdistas. Estas últimas, por sua vez, sempre que alguém critica os donos do poder brasileiro (incluindo velhos corruptos e oligarcas ditos “incomuns” pelo presidente da república) apontam o dedo para um suposto plano golpista da mídia. Os dois lados mostram profunda e ridícula intolerância, nada compatível com os postulados fundamentais do Estado democrático.
A tolerância é tema antigo em todos os setores da vida política, social, ideológica. Poderíamos discutir o assunto de maneira irônica: a intolerância (como a ideologia, a pretensão política, a tentativa de controlar as formas sociais), segundo a consciência de todo operador político ou religioso, é culpa dos outros. Ninguém admite ser intransigente e exclusivista nos embates públicos ou privados. Todos “apenas” defendem a ortodoxia, supostamente universal. É deprimente o espetáculo de um ente que deveria pensar, no instante em que ele descarrega sua carga de ódio, inveja e oportunismo tacanho na vida pública, envenenando o próprio ar que respira.

O convívio democrático exige que toda pessoa tenha o direito de pensar de acordo com a sua consciência. Ela não pode ser obrigada por ninguém a aceitar dogmas ou normas, sem delas ter a experiência translúcida que a persuada. Os castigos físicos, as promessas de bens ou felicidade, a entrega de poderes, nada justifica ir contra a própria consciência. Ninguém pode ou deve impor crenças ou atos ao próximo. No século anterior a consciência foi vilipendiada por sistemas políticos e foi tida como “pseudoproblema”, em filosofias como a de Louis Althusser. Ela também foi atenuada em Freud, Marx e Nietzsche, os mestres da suspeita moderna. Mas a sua vigência nunca será expulsa do mundo especulativo e prático.

Um lugar comum da filosofia política é o símile entre Estado e música. Na Renascença, o jurista protestante François Hotmann usa as imagens da harmonia para descrever o governo desejável. Ele cita o bom tempero musical do governo, segundo a República de Platão. Diz o filósofo: os que tocam instrumentos musicais ou cantam em várias pessoas, “seguem certa medida e ressoam um canto harmonioso, mistura de vozes diversas reunidas e concordes as quais, se chegam a se fragmentar um pouco apenas e sair do tom, ferem os ouvidos de quem as ouve. E, no entanto, aquela harmonia se baseia na perfeita consonância de vozes diferentes.” De modo idêntico, segue Hotmann, “no governo da coisa pública, composta de pessoas de alta, média e baixa qualidade, quando as diferentes partes se unem, se ligam e se incorporam, não existe harmonia tão musical, nem melodia melhor acordada. A concórdia procede da união, amor e mistura dos cidadãos do mesmo Estado, como se fosse uma forte corrente e rija, para garantir uma coisa pública que não dura muito tempo sem justiça”. Por falta de tolerância de católicos e protestantes, nos tempos de Hotmann, milhares morreram, desde o mais pobre cidadão aos reis.

Quando a política gera truculência – sons e fúria – chegam as armas e a quebra da ordem legal. Tolerância e democracia significam harmonia dos opostos (“palintonos harmonie”, segundo Heráclito de Efeso). O contrário só promete ataques físicos. Se as correntes políticas brasileiras insistirem nos rugidos selvagens, ameaçando destruir adversários como se inimigos fossem e não compatriotas, golpes de Estado serão inevitáveis. Tais atos extremos geram tiranias, violentam direitos, ignoram liberdades. Duas ditaduras (a de Vargas e a de 1964) bastam para mostrar que a intolerância política desgraça um povo. Que a campanha presidencial não traga uma nova ditadura, de esquerda ou direita, é o que todo democrata deve exigir. Agora, porque o futuro a nós pertence.

Por Ucho.info: a marca da notícia - de 30.05.2010