segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

NOTA SOBRE PRESTAÇÃO DE CONTAS AO TRE

Do Blog do Deputado Waldir Maranhão

Recebi com enorme surpresa a não-aprovação de minhas contas pelo Tribunal Regional Eleitoral, vez que, ao
que me consta, todos os gastos e arrecadações cumpriram rigorosamente as exigências da legislação em vigor. Se algum esclarecimento meu não chegou a tempo nessa fase do julgamento, até porque não fui notificado, será
aduzido aos autos agora em grau de recurso. Encontrome sereno quanto ao cumprimento de minhas obrigações
como candidato,motivo pelo qual estou confiante num desfecho satisfatório após o TRE ter os esclarecimentos
que iremos apresentar ao processo.

São Luís, 08 de dezembro de 2010

Waldir Maranhão
Deputado Federal

HAJA FÔLEGO

O cigarro e a poluição contribuem para a falta de ar, ao contrário das atividades físicas, que trazem inúmeros benefícios



Do Site ucho.info: a marca da notícia

É comum ouvir falar que uma pessoa tem mais fôlego que outra, e aí surgem algumas dúvidas: como podemos aumentar nossa capacidade respiratória? Quais as influências e os hábitos que comprometem nossa saúde? Quais os cuidados que devemos tomar para garantir o bom funcionamento dos pulmões?
O fôlego está relacionado diretamente à sensação de falta de ar relatada pelas pessoas especialmente ao realizar atividades físicas. Aquelas que possuem um bom condicionamento físico, que praticam exercícios regularmente e possuem boa massa muscular terão mais fôlego para as atividades. Consequentemente, as pessoas que têm alguma doença pulmonar ou cardíaca, alterações musculares ou são sedentárias terão menos fôlego.
Existem, no entanto, alguns fatores que influenciam nossa capacidade respiratória e podem prejudicar o fôlego.
“O tabagismo e a poluição funcionam como agentes agressores do pulmão. Estas substâncias, quando aspiradas, provocam inflamações”, explica Dr. Oliver Augusto Nascimento, diretor de Assuntos Científicos da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).
A boa notícia é que existem meios para aumentar a capacidade pulmonar. A prática regular de atividade física, por exemplo, é benéfica para a saúde respiratória, mas deve ser realizada de maneira correta para não trazer danos. Acompanhamento médico, temperatura e umidade do ar adequadas e o respeito aos limites do corpo são algumas dicas dadas pelo Dr. Oliver.
“Muitas pessoas com a chegada do final de ano apresentam o que pode ser chamado de síndrome do regime. Querem fazer tudo de uma vez e esquecem de fazer as avaliações necessárias, colocando a saúde em risco”, ressalta.
Além das atividades físicas, as doenças respiratórias também têm relação direta com o fôlego. Doenças como a asma e a DPOC são apontadas como as principais, mas a hipertensão pulmonar também pode causar problemas. Todas elas precisam ser tratadas e receber acompanhamento de um médico pneumologista.
Os maus hábitos também contribuem, e muito, para agravar e até desencadear problemas na saúde respiratória. O principal ainda é o cigarro, mas existem outros hábitos que podem prejudicar o pulmão.
“A preocupação atual é com o narguilé, que vem sendo muito utilizado pelos jovens. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já lançou um documento alertando para os danos à saúde deste hábito”, afirma Dr. Oliver.
Enfim, a saúde pulmonar depende de alguns cuidados muito importantes. Em caso de sintomas respiratórios como tosse, catarro ou falta de ar, um médico deve ser procurado para fazer o diagnóstico e dar início ao tratamento, se necessário.
O diagnóstico precoce diminui a progressão de doenças e melhora a qualidade de vida e o fôlego do paciente.

Fortes Emoções


Do Blog do Noblat
 
Na escalação do ministério da presidente Dilma Rousseff, somente dois atores têm razões de fato para comemorar até agora: Lula, como seria previsível, e a direção do Partido Popular (PP). Lula segue emplacando ministros nas posições chave do futuro governo. O PP conseguiu o ministério que queria e para alojar nele quem Dilma não queria.
Ministros nomeados por Lula: Antonio Palocci (Casa Civil), Gilberto Carvalho (Secretaria da presidência), Guido Mantega (Fazenda), Paulo Bernardo (Comunicação), Míriam Belchior (Planejamento), Nelson Jobim (Defesa), Fernando Haddad (Educação), Carlos Lupi (Trabalho) e Edison Lobão (Minas e Energia).
Lula verá com alegria a transferência de Alexandre Padilha do ministério de Relações Institucionais para o ministério de Saúde. Como viu a manutenção no ministério do Meio Ambiente de Isabella Teixeira e a volta ao ministério dos Transportes do senador Alfredo Nascimento. O suplente de Alfredo no Senado foi companheiro de farras de Lula.
O PP não apoiou formalmente Dilma para presidente da República. Sua direção alegou que uma fatia do partido preferia a eleição de José Serra (PSDB). Mas o PP arrancou de Dilma o Ministério das Cidades que foi seu durante o governo de Lula. E mais: impôs a Dilma para o ministério um nome que ela deplora.
Dilma quis manter em Cidades o advogado Márcio Fortes, indicado para o cargo em 2005 pelo então presidente da Câmara dos Deputados, Severino Cavalcanti (PE) – sim, aquele forçado a renunciar ao mandato por ter recebido um mensalinho de R$ 10 mil de um concessionário de restaurantes.
A bancada do PP na Câmara detesta Fortes porque ele nunca lhe deu fácil acesso ao orçamento do ministério. Ministro bom para deputados e senadores é ministro que libera com rapidez dinheiro para atender às emendas parlamentares apresentadas ao Orçamento da União. E que finge não ver o interesse suspeito deles em certos negócios.
O senador Francisco Dornelles, presidente do PP, foi a Dilma e disse: sinto muito, presidente, mas a senhora será obrigada a trocar Fortes por Mário Negromonte, deputado pelo PP da Bahia e queridinho dos seus colegas. Dilma sempre falou muito mal de Negromonte. Pois bem: foi obrigada a engoli-lo por exigência do PP.
No seu primeiro mandato, Lula resistiu a lotear o governo. Achou que dava para governar negociando aqui e ali a aprovação de projetos no Congresso. No que deu? Deu no mensalão – o pagamento de propinas para aprovação de projetos remetidos ao Congresso pelo governo.
No segundo mandato, Lula seguiu o conselho do seu ex-ministro José Dirceu, que caíra em desgraça por conta do mensalão. Chamou o PMDB e perguntou: O que você quer? Chamou nove outros partidos e perguntou a mesma coisa. Ora, eles queriam cargos para financiar futuras campanhas e forrar o bolso de alguns. Receberam.
Lula não inventou o fisiologismo. Tampouco o combateu – antes pelo contrário. Dilma se elegeu apoiada pela mais formidável coligação de partidos que o país jamais vira. Agora está sendo obrigada a retribuir o apoio. Recebeu, dá. É dando que se recebe. Diga-se a favor dela que tem até aqui tentado contrariar alguns dos seus aliados.
Tome-se o caso do poderoso PMDB. Perdeu o comando sobre os ambicionados ministérios das Comunicações e da Integração Nacional. Ganhará o do Turismo e o da Previdência Social – esse último um tremendo abacaxi. Pediu o ministério da Saúde ou sua parte mais endinheirada. Ganhou a Secretaria Especial de Ações Estratégicas.
A desforra do PMDB virá na hora certa. Como poderá vir também a do PSB, que elegeu mais governadores do que o PT. A direção do PSB sugeriu dois nomes, para os ministérios da Integração Nacional e o de Portos e Aeroportos, a ser criado. Dilma adiantou-se e convidou Ciro Gomes para o da Integração Nacional.
Ciro é do PSB. Mas não é. Ele é ele mesmo. O PSB considera que perdeu uma vaga no ministério.
O PC do B é dono do Ministério dos Esportes. Não quer ver despejado dali o atual ministro Orlando Silva. Dilma quer substituir Orlando pela deputada Luciana Santos, também do PC do B. Talvez tenha de criar um novo ministério para Orlando.
Você deve pensar que o PT está satisfeito com o número de ministérios reservados para ele. Longe disso. O PT são muitos e não há lugar para todos. Daí o barulho silencioso que faz.
Fortes emoções nos aguardam.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Um poeta e pesquisador da cultura maranhense


O economista e escritor José Ribamar Sousa dos Reis faleceu no dia 7 de dezembro passado



Do Blog do Manoel Santos, Estevão Bertoni


Sempre que um dos filhos de José Ribamar Sousa dos Reis (1947-2010) quiser se recordar do pai, bastará ouvir Altemar Dutra cantar “Meu Velho”.
Ele indicou ao filho a música por achar que será lembrado assim que começar o verso: “É um bom tipo meu velho”.
Ribamar, economista de formação, foi um tipo dedicado às letras. Como pesquisador, escreveu sobre a história e a cultura popular de seu estado natal, o Maranhão.
Lançou também livros de poesia e de contos e, ultimamente, mantinha a coluna semanal “Trincheira da Maranhensidade”, num suplemento do Jornal Pequeno, o “JP Turismo”.
Como economista, teve diversos cargos públicos e ocupou a cadeira de número 56 no Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão.
Nos fins de semana, seu passatempo favorito era tomar uma cervejinha com os amigos. Adorava ainda ouvir Amado Batista, Roberto Carlos e Waldick Soriano.
No começo deste ano, desconfiado da perda repentina de peso, descobriu estar com um câncer no estômago.
Não se afastou do trabalho, que para ele era uma espécie de terapia, como conta a mulher, Maria Osmina. Decidiu começar um livro sobre a história da família Reis, cuja origem é portuguesa.
Sábado (4) de manhã, devido a complicações da doença, foi internado em São Luís. Na segunda (6), sua mãe Rosy, 94, a quem ele chamava de “minha Rosa” e que sofria de diabetes, morreu no Rio.
Ribamar, sem ser informado do que ocorrera, morreu no dia seguinte, aos 63 anos. Ambos foram velados juntos e enterrados na quarta-feira, em São Luís (MA).

Brasil izoneiro

ucho.info: a marca da notíca, Maria Helena Rubinato R. de Sousa

Nós, os brasileiros vivos em dezembro de 2010, somos as privilegiadas testemunhas do surgimento de um mundo bem mais admirável do que jamais sonharam nossos ancestrais.
Igual ao Lula, nunca antes e, certamente, nem depois.
A genial sacada de um relatório gerado no Planalto, com mais de 300 páginas, registrado em cartório e assinado por seus impagáveis e fieis auxiliares, contendo todos os magníficos feitos de seus oito anos de governo, é golpe de mestre.
Os que ficaram, os que saíram por lesão durante o jogo, ou por terem recebido cartão vermelho, todos reunidos na festa, todos coniventes ao assinar o relambório.
Como confessou o genial amante de si mesmo: “se a Imprensa não fala bem de mim, vou sair por aí e falar”.
Agora, no grand finale, ele se superou. Não se limitou a falar: escreveu. E fez mais: exigiu a chancela do cartório. E não se furtou a pedir aos outros que assinassem confirmando tudo que disse que fez e tudo que não disse que fez.
Tinha a mais absoluta convicção da anuência de todos. E sabe, como todos sabemos, que tem muita gente louca para ir lá e assinar também...
Meus mais efusivos cumprimentos a quem teve a brilhante ideia da feitura desse documento.
Dirão os ingratos e invejosos: se a moda pega e, geralmente, o mau exemplo frutifica mais que o bom exemplo, acontecerão duas coisas, ambas definitivas.
Nunca nos livraremos dos cartórios e das assinaturas com firma reconhecida; teremos governadores deixando tijolaços impressos contando tudo de maravilhoso que andaram fazendo por seus Estados.
Já os realistas pensam: os historiadores do futuro não terão trabalho algum. Lerão os relatórios assinados e poderão concluir: foi assim que começou a época de ouro da civilização brasileira. Foi assim que chegaram ao ápice.
Foi desse modo que a Glória se instalou para sempre sobre a cabeça de Luiz Inácio Lula da Silva.
Não temos porque duvidar de que isso é o que acontecerá. Não só pelo documento assinado e cartorizado, como pelo o que nos promete a oposição: ela desistiu de ser oposição.
Entramos numa fase da vida política do país que é, realmente, como diz o Lula, extraordinária: a oposição desiste de se opor.
Todos estarão a favor. Cantaremos a uma só voz, unidos, ombro a ombro.
Deixemos de hipocrisia – como aliás, anda pedindo Sergio Cabral, o Sorridente – Lula não merece que todos nós, cidadãos brasileiros, assinemos também o tal documento? Estou convencida que sim.
Afinal, ele acaba de inaugurar um novo sistema de governo. A Inzoneirocracia. Sem derramamento de sangue, sem revoltas populares, sem golpes militares ou civis, ele conseguiu o impossível: não temos mais oposição. Serão todos a favor.
É um governo forte sem um ditador. De adesão por amor e não na marra. Tudo espontâneo, todos unânimes em reconhecer que do PT para o povo só fluem coisas boas e que, por isso, o certo é aderir. Por amor.
Amor a quê? Ora, isso deixo à imaginação de cada um

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Lula da Silva começa a preparar seu retorno ao Palácio do Planalto em 2015



Ucho.info: a marca da notícia

Esquentando o s motores – Muito tem se falado que o governo de Dilma Rousseff é uma espécie de terceiro mandato do presidente Luiz Inácio da Silva, mas o presidente-metalúrgico prefere desconversar quando o assunto vem à baila. Tão logo Dilma teve a eleição confirmada, Lula começou a palpitar na composição da equipe ministerial. Em seguida preferiu sair pela tangente ao afirmar que o governo da sua sucessora deveria ter identidade própria. Foi uma cortina de fumaça para dispersar a atenção da imprensa na escolha dos ministros. Não demorou muito e Lula da Silva começou a operar nos bastidores.
A incursão do presidente Luiz Inácio foi tamanha, que assessores próximos foram chamados para integrar a equipe da eleita Dilma Vana Rousseff. Na quarta-feira (15), Lula disse aos jornalistas que não partiu dele a iniciativa de indicar os ministros Guido Mantega e Paulo Bernardo da Silva para os ministérios da Fazenda e Comunicações, respectivamente. Na verdade, Lula conseguiu enxertar na equipe de Dilma Rousseff pessoas de sua confiança, o que em tese podem lhe garantir o retorno ao Palácio do Planalto em 1º de janeiro de 2015, desde que meses antes vença a corrida presidencial.
O primeiro sinal do desejo de Lula da Silva de voltar ao poder se deu com o registro em cartório, na quarta-feira, das supostas conquistas ao longo dos últimos oito anos. O ato, que tem muitas entrelinhas, foi interpretado como uma tentativa de mais adiante mostrar aos eleitores que Dilma Rousseff tentou mudanças, mas não conseguiu. Não se trata de impor por antecipação à presidente a cangalha da incompetência, mas de antecipar as dificuldades econômico-financeiras que a comunidade internacional já começa a enfrentar e que deve provocar reflexos em nossa querida e vilipendiada Botocúndia.

Dirceu, de volta ao Palácio: ‘Nunca saí daqui’



Por Ricardo Nobrat, O Globo


No reencontro do presidente Lula com os ministros que passaram pelo seu governo, o ex-todo-poderoso ministro da Casa Civil José Dirceu, demitido no auge do escândalo do mensalão, foi um dos mais abordados e cumprimentados durante sua primeira solenidade pública no Palácio do Planalto desde que saiu pelas portas dos fundos.
Todos os ex-ministros foram convidados para a solenidade de registro em cartório do balanço de oito anos de gestão petista, inclusive os que caíram em desgraça. Mas muitos deles não foram, inclusive a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra.
Sorridente e falante, Dirceu circulou bastante e, no momento do ato oficial, se sentou numa das últimas fileiras. Mas foi cumprimentado e mais de uma vez citado pelo presidente Lula em seu discurso.
Depois da solenidade, foi um dos poucos que subiram para o terceiro andar com Lula e a presidente eleita, Dilma Rousseff. Perguntado sobre como se sentia ao estar voltando ao Planalto, deu uma grande gargalhada e respondeu:
— Mas eu nunca saí daqui!.